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Escola do saber e do afeto

Centro Educacional José de Paiva Netto, Unidade da LBV no RJ, completa 25 anos com muitas histórias de superação.

 

Se pudéssemos voltar no tempo e reviver o dia 2 de março de 1996, poderíamos ver o educador Paiva Netto, diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV), discursando de improviso para uma multidão de mais de 110 mil pessoas na inauguração do Centro Educacional da LBV, no Rio de Janeiro/RJ. Depois de imensas lutas para construir aquela unidade da Instituição, ele afirmou:

“Conseguimos, conforme prometemos, erigir esse monumento à Educação e à Cultura iluminadas pela Espiritualidade Ecumênica — porque o ser humano não é somente corpo, é também Espírito. (...) Hoje levantamos aqui, em nome de Deus, do Cristo, do Espírito Santo, em nome de todas as coisas mais elevadas, espirituais e humanas, um monumento em que nós veremos passar, com toda certeza, muitas genialidades do Brasil que estariam esquecidas, estariam perdidas, se não houvesse a Legião da Boa Vontade (...)”.

Ao longo desses 25 anos, milhares de alunos e suas famílias já se beneficiaram do Centro Educacional da Instituição, localizado em Del Castilho, que fica entre diversas comunidades pobres da capital fluminense. A Escola da LBV é como um oásis no bairro, verdadeiro refúgio para que as novas gerações permaneçam longe dos perigos da rua, a exemplo da violência e das drogas, de modo que seus pais e/ou responsáveis possam trabalhar com maior tranquilidade pelo sustento do lar.

+ Ex-alunos e professores falam como a Escola os ajudou a projetar o futuro

 

 

Ao conviverem nos ambientes da LBV, diariamente, centenas de brasileirinhos desfrutam de uma realidade bem diferente da que encontram ao redor de suas casas, onde dramas sociais são críticos.

A Escola da LBV no Rio de Janeiro é cercada pelas comunidades (1) Águia de Ouro, (2) Parque União de Del Castilho, (3) Complexo do Alemão, (4) Nova Brasília, (5) Comunidade de Escol, (6) Parque Evereste, (7) Guarda, (8) Jacarezinho e (9) Manguinhos.

Atualmente, 663 crianças e adolescentes estão distribuídos entre Educação Infantil, Ensino Fundamental I (1º ao 4º ano) e Ensino Fundamental II (5º ao 9º ano) —, que, em razão da pandemia do novo coronavírus, têm estudado de maneira remota.

 

E com o intuito de amenizar a falta que a escola presencial faz no dia a dia dessas meninas e desses meninos, a Instituição também apoia as famílias deles entregando cestas de alimentos e kits de limpeza e de higiene, além de realizar encaminhamentos e oferecer outros benefícios, dentre os quais o serviço de Escuta Qualificada, no qual, por telefone ou,em casos mais  sérios, presencialmente (com os devidos cuidados para evitar o contágio da Covid-19), profissionais da LBV acompanham as necessidades dos envolvidos na ocorrência.

Em tempos normais, além do ensino de excelência, os estudantes dispõem no local de três refeições diárias de qualidade, corte de cabelo, atendimentos odontológico e pediátrico, atividades pedagógicas e lúdicas, com forte incentivo a uma gama de esportes (capoeira, futebol, futsal, judô, muay thai, vôlei, xadrez etc.). Outro ponto forte desse centro educacional é o engajamento nas artes, por meio das oficinas de música e de dança e da participação em coral, cercados de toda segurança.

DIFERENCIAL DA ESCOLA DA LBV: UNIR CÉREBRO E CORAÇÃO

Vivian R. Ferreira

Apesar dessa quantidade de serviços, o maior destaque da escola, bem como das demais unidades da LBV, é a aplicação da Pedagogia do Afeto (destinada a meninas e meninos de até 10 anos de idade) e da Pedagogia do Cidadão Ecumênico (a partir dos 11 anos), ambas concebidas pelo dirigente da Instituição, que, há décadas, orienta o corpo docente de sua rede de ensino a ter uma visão além do intelecto nas ações com os estudantes atendidos.

Vivian R. Ferreira

Suelí Periotto é supervisora da Pedagogia do Afeto e da Pedagogia do Cidadão Ecumênico e responsável pelas unidades da rede de ensino da LBV. Doutora e mestre em Educação pela PUC-SP, também atua como conferencista.

linha pedagógica da LBV preconiza o indivíduo como um ser espírito-biopsicossocial, observado em sua integralidade, ele é encorajado a unir o raciocínio aos sentimentos, a exemplo da empatia e da solidariedade, desse modo a pessoa, além de desenvolver os próprios talentos, torna-se mais consciente e vive a cidadania global, em favor de si próprio e da coletividade.

Conforme enfatiza a supervisora da linha pedagógica da Instituição, Suelí Periotto, mestre e doutora em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), “a LBV educa com Espiritualidade Ecumênica. Esse é o nosso diferencial: valorizar o potencial que está dentro do ser humano e despertar nele o desejo de fazer o mesmo por outras pessoas, de modo que cada um multiplique esses valores pela sociedade”.

FRUTOS AO LONGO DO TEMPO

Todo esse primoroso trabalho tem resultado em histórias de vida inspiradoras. Aqueles que passam pelo Centro Educacional da LBV têm conseguido vencer as vulnerabilidades sociais que os desafiam e projetar um futuro promissor e feliz.

Parabéns a esse abrigo da Educação com Espiritualidade Ecumênica!