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Como o coronavírus afeta as comunidades indígenas

Ciente dos desafios enfrentados por essas populações, a LBV está trabalhando para amenizar os impactos socioeconômicos da Covid-19.

O novo coronavírus chegou de maneira avasaladora às comunidades indígenas brasileiras.

Dados da Articulação de Povos Indígenas do Brasil (Apib), apontam que o país registrou 1.809 indígenas afetados pela Covid-19, em 78 povos. O estudo informa ainda que ocorreram 178 mortes.

Osvaldo Pereira

Nova Laranjeiras, PR — Por meio da campanha SOS Calamidades, a LBV entregou, na comunidade indígena de Rio das Cobras, cestas de alimentos e kits de limpeza e higiene, visando amenizar os impactos do novo coronavírus.


O Brasil possui, de acordo com o Conselho Indigenista Missionário (CIMI), 1296 terras indígenas.

Segundo o Censo 2010 do IBGE, os indígenas representam aproximadamente 0,47% da população brasileira, divididos em 305 povos que somam 896.917 pessoas — 572.083 delas vivendo em áreas rurais.

Neste momento desafiador, além da facilidade de propagação do vírus, devido à estrutura das casas, já que todos moram juntos, estas comunidades enfrentam escassez de água potável; dificuldade de deslocamento até as áreas urbanas para atendimentos médicos em casos mais graves; falta de informação e orientações; subnotificação de contaminação e mortes, o que dificulta ações de combate a pandemia.

Ciente desses obstáculos, a Legião da Boa Vontade (LBV), prestou, por intermédio da campanha SOS Calamidades, importante auxílio às populações indígenas que sofrem os impactos socioeconômicos do novo coronavírus.

A ação emergencial da LBV beneficiou, em maio, moradores da comunidade Kaingang, localizada na Terra Indígena Rio das Cobras, em Nova Laranjeiras, no Paraná.

Com uma população estimada em 50 mil pessoas, este povo é um dos mais numerosos do Brasil e está distribuído, além do Paraná, nos Estados de São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Elizandra Freitas, uma das lideranças da Juventude Kaingang gojikpyl, falou ao Blog da LBV sobre o trabalho da organização e a situação da comunidade nesta pandemia.

"Nosso coletivo da Terra Indígena Rio das Cobras tem como objetivo fortalecer a cultura indígena Kaingang. Os integrantes fazem rituais relacionados à natureza e à importância da terra e tudo que há nela, agradecer também ao nosso Deus por dar nossas vidas. (...) Nesta pandemia de Covid-19, estamos parados com nosso trabalho de comercialização de artesanato, então os familiares de alguns integrantes dessa Juventude ficam impedidos de desenvolver esse trabalho, que é o que mais eles praticam e uma fonte de renda para nossa comunidade."

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Os integrantes da Juventude Indígena ainda dedicaram, ao final das entregas, uma dança aos voluntários da LBV como forma de agradecer ao apoio neste complicado momento.

"Hoje, [a dança] tem um motivo especial: no início, agradeceremo a Topẽ, que é Deus, e falaremos sobre a valorização da terra. Agradecemos a vinda de vocês por estarem nos ajudando com essas cestas de alimentos. Muito obrigada mesmo!".

Presente onde o povo precisa!

Vale destacar que a campanha emergencial da LBV também beneficiou outras comunidades indígenas, localizadas na cidade de Biguaçú, em Santa Catarina.

No final de abril, a Entidade esteve nas aldeias indígenas de Tekoa Porã e MBiguaçu, localizadas na comunidade São Miguel.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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A Equipe da LBV, respeitando as determinações dos órgãos competentes, não teve qualquer contato com os índios e higienizou todas as cestas, deixando-as em um local seguro.

Continuem colaborando: você ajuda, a LBV faz!