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Nossa história

Arquivo BV

Paiva Netto secretariou Alziro Zarur por quase um quarto de século. Uma amizade que faz jus a esta máxima do Irmão Paiva, como gosta de ser chamado: “É digno respeitar a presença de um amigo; muito mais, porém, é honrar a ausência dele. Portanto, promessa legionária de Alziro Zarur (1914-1979) é promessa minha também”. Paiva Netto foi mais adiante: cumpriu-as e avançou ainda mais na causa do Bem.

Quando a Legião da Boa Vontade (LBV) foi fundada pelo jornalista, radialista, escritor e poeta Alziro Zarur (1914-1979), em 1º de janeiro de 1950 (Dia da Paz e da Confraternização Universal), o Brasil da metade do século 20 era bem diferente dos dias atuais. Os chamados anos dourados foram marcados por grandes avanços científicos, tecnológicos e mudanças culturais e comportamentais. A televisão começava também neste período, ainda bem incipiente, é verdade, e sequer tínhamos ganhado a primeira Copa do Mundo.

Dentro dessas transformações em curso, a LBV protagonizou pioneiramente o ideal do Ecumenismo sem fronteiras, iniciando um trabalho com base no conceito vanguardeiro de Caridade Completa, suprindo as necessidades do corpo e principalmente às da Alma.

Os primeiros passos

É bom dizer que, na verdade, a origem da Legião da Boa Vontade se deu dois anos antes da data oficial, época em que Zarur passou a elaborar as bases da LBV, buscando em São Francisco de Assis a inspiração.

Era 6 de janeiro de 1948 (Dia de Reis), o saudoso fundador da LBV — um dos maiores nomes do rádio desde a década de 1930 — a convite de amigos, assistiu a uma sessão da Federação Espírita Brasileira (FEB), na cidade do Rio de Janeiro/RJ, da qual participava dona Emília Ribeiro de Mello, respeitável médium. Aquela senhora de cabelos brancos olhou insistente e piedosamente para o visitante e, ao término das atividades, aproximou-se dele e disse: “Meu Irmão, São Francisco de Assis esteve todo o tempo aí ao seu lado e manda dizer-lhe que é hora de começar”.

Essas palavras sensibilizaram profundamente o comunicador Zarur, que a partir dali passou a se dedicar ao grande projeto.

O saudoso ator e humorista brasileiro Chico Anysio (1931-2012) destacou em entrevista à Boa Vontade TV, em setembro de 2003: "Faço parte também do seletíssimo grupo de pessoas para quem Alziro Zarur, pela primeira vez, falou na Legião da Boa Vontade. Eu era radioator da Mayrink Veiga, já tinha saído da Guanabara. O nosso diretor no radioteatro era Zarur. Naquele dia, tínhamos ensaio de um capítulo de novela, devia ser umas seis e meia quando ele chegou dizendo que havia recebido uma mensagem divina. Ele estava emocionadíssimo. Tinha recebido um aviso, uma missão que lhe fora dada. E ninguém brincou, ninguém zombou. Todo mundo percebeu que havia uma verdade grande nele, porque era uma pessoa muito séria; era muito duro, muito firme. Ele não pôde realizar o ensaio. Urbano Lóis assumiu o lugar no dia. (...) Havia um fogo queimando dentro do Zarur. Uma luz brilhava dentro dele, alguma coisa. (...) Dali em diante, ele se transformou. Então, fui o primeiro a saber disso".

João Preda

Lucimara Augusta e Paiva Netto (à esquerda) em encontro fraterno com o saudoso Chico Anysio e a Malga di Paula. 


Mais adiante, prossegue o relato de Chico, recordando-se do início da programação da LBV no período áureo do rádio brasileiro: "Ele [Alziro Zarur] abandonou tudo. Não foi mais diretor do radioteatro. Fez um programa, chamado ‘Hora da Boa Vontade’, às cinco da tarde. (...) Criou a Legião da Boa Vontade. Era a Sopa do Zarur, a Sopa dos Pobres. Os mendigos do Rio não passaram mais fome, porque a sopa que distribuía matava a fome de todos".

Ainda na entrevista à Boa Vontade TV, o comediante declarou: "(...) Paiva Netto é uma pessoa importante porque seguiu à risca os preceitos de Zarur, que era um homem muito sério. E assim Paiva Netto é, sem ferir ninguém, sem contundir, sem chocar. O que a Legião da Boa Vontade cresceu com o Paiva Netto é inacreditável, foi para o mundo todo! Ele foi brilhante, deu visibilidade a ela. O trabalho com as crianças, com os velhos, com tudo! Colaboro com a LBV sempre que posso, porque acho importante o trabalho que ela faz".

Hora da Boa Vontade: o embrião da LBV

Corrêa Santos
No estúdio da antiga Rádio Mundial do Rio de Janeiro/RJ, naquele tempo Emissora da Boa Vontade, Alziro Zarur comandava os famosos programas Campanha da Boa Vontade e Jesus Está Chamando!. 

Dando corpo a vocação de comunicar às massas, que seria uma marca da Instituição, em 4 de março de 1949, Zarur iniciou o programa Hora da Boa Vontade, na Rádio Globo, do Rio de Janeiro, o embrião da LBV. Dos microfones da emissora carioca se ouviam mensagens de conforto aos doentes, palavras de Fé, esperança e Solidariedade.

A fundação oficial da Legião da Boa Vontade, em 1 º de janeiro de 1950, representou uma nova etapa no âmbito das relações sociais, que, então, passaram a receber a influência do Ecumenismo Total, a mais notável característica da Instituição já à época do seu nascedouro. A primeira sede da Instituição localizava-se em uma pequena sala num prédio da Rua Acre, 47, no Centro da capital fluminense.

Dias depois da fundação da LBV, outro gigantesco degrau foi alçado no campo da convivência inter-religiosa por meio da pioneira Cruzada de Religiões Irmanadas, cuja primeira edição ocorreu em 7 de janeiro daquele ano, no salão do Conselho da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio de Janeiro/RJ, após sucessivas reuniões preparatórias realizadas no mesmo local, nos meses de outubro, novembro e dezembro de 1949, na sala da diretoria daquela prestigiada Associação.

Arquivo LBV

Em 7 de janeiro de 1950, Alziro Zarur comanda a primeira reunião ecumênica da Legião da Boa Vontade, a Cruzada de Religiões Irmanadas, pela qual pioneiramente preconizava o interrelacionamento religioso. Ela foi realizada no Salão do Conselho da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio de Janeiro, RJ, da qual Leopoldo Machado foi um dos oradores. Na foto superior, ao lado direito de Zarur, que aparece em pé, Teles da Cruz (Catolicismo), à esquerda Murilo Botelho (Esoterismo) e Ascânio Farias (Positivismo).

Convocou e dirigiu a memorável sessão o fundador da Legião da Boa Vontade. A partir dali, a LBV viu o seu ideal de Solidariedade, altruísmo e ecumenismo sem fronteiras conquistar corações e harmoniosamente congregar pensamentos de religiosos, filósofos, cientistas e ateus. Crescia a cada reunião no Salão da ABI o número de pessoas presentes. Herbert Moses (1884-1972), o empreendedor presidente da Associação Brasileira de Imprensa, que construiu a famosa sede da heroica Casa do Jornalista, surpreso com o sucesso daqueles encontros, declarou: “Zarur fez um verdadeiro milagre juntando tantos inimigos cordiais na LBV”.

Por reconhecer o esforço da LBV em prol da liberdade religiosa, Alziro Zarur foi condecorado pelo Vaticano com a Medalha do Papa Paulo VI, “por serviços prestados à causa do Ecumenismo” — láurea entregue pelo Núncio Apostólico, Dom Sebastião Baggio. Não foi, portanto, sem motivo que, igualmente, na metade do século 20, o filósofo e sociólogo italiano Pietro Ubaldi (1886-1972) declarou: “A Legião da Boa Vontade é um movimento novo na História da Humanidade. Coloca o Brasil na vanguarda do mundo”.

Utilidade pública federal

Desde o início de suas atividades, a LBV teve um trabalho voltado para os estratos mais carentes da população, atuando em situações emergenciais e levando ao mesmo tempo educação e cultura. Por isso, foi reconhecida de imediato como Instituição de utilidade pública e federal. No dia 19 de junho de 1956, assinaram o histórico decreto o então presidente da República, Juscelino Kubitschek (1902-1976), e o ministro da Justiça da época, Nereu Ramos (1888-1958).

Dez dias depois desse evento, o jovem Paiva, ainda adolescente, iniciou sua jornada vitoriosa na LBV ao lado do Zarur, e foi um de seus principais assessores durante quase um quarto de século. De 1956 para cá, foram mais de meio século de serviços ininterruptos e três décadas à frente da Obra, transformando-a em dos maiores movimentos humanitários do Planeta.

Combate à Fome

Arquivo BV

No destaque, o jovem Paiva Netto, que participou desde a primeira Ronda da Caridade, em 1º de setembro de 1962, no Rio de Janeiro/RJ. A foto mostra o promissor jornalista fazendo a cobertura do atendimento prestado pela Legião da Boa Vontade.

Enquanto o mundo lembrava os 23 anos do início da malsinada Segunda Guerra Mundial, Zarur, no auditório da Emissora da Boa Vontade, declarava “a guerra mundial contra a fome”. Naquele momento, nascia a Ronda da Caridade, um dos mais antigos programas sociais da LBV.

Em 1º de setembro de 1962, nascia a Ronda da Caridade, da LBV. A guerra mundial contra a fome era declarada por Zarur no auditório da Emissora da Boa Vontade (antiga Rádio Mundial).

O jovem Paiva Netto, que participava ativamente dos trabalhos da Instituição, integrou a atividade desde o primeiro dia. Ele se recorda: “Essa data é marcante, porque a 1º de setembro de 1939 começava aquela tragédia, coletiva, imensa, a II Guerra Mundial. Agora, não lá na sofrida Polônia, mas no emergente Brasil — Coração do Mundo e Pátria do Evangelho e do Apocalipse — o presidente-fundador desta Casa, Alziro Zarur, reforçava, digamos assim, porque começou muitos anos antes, a guerra mundial contra a fome”.

Por décadas, a Instituição socorreu pelas madrugadas os moradores de rua: “Nós saíamos pelas ruas e praças com um jipão que tinha servido ao Exército brasileiro na II Guerra, e ali estava enfrentando a guerra da fome. Foram momentos transformadores nas nossas vidas”, comenta Paiva Netto.

O novo programa ampliava o atendimento oferecido à população em risco social iniciado no fim da década de 1940, com a popular Sopa dos Pobres, também conhecida como Sopa do Zarur. Além de fornecer essa refeição, passou a levar outros gêneros alimentícios e roupas, fazer pequenos atendimentos de enfermaria, corte de cabelo e barba e a indispensável palavra de conforto espiritual, marca da Legião da Boa Vontade.

Com o passar do tempo, a Ronda da Caridade se multiplicou em diversos outros programas socioeducativos, em conformidade com os parâmetros da Política Nacional de Assistência Social (PNAS). Essas ações se tornaram numa importante ferramenta de inclusão social e familiar.

Atualmente, o trabalho, realizado com diversas faixas et árias, visa à aquisição do conhecimento de seus direitos e deveres, à percepção de oportunidades e ao aperfeiçoamento das práticas comunitárias, com vista a melhorar a qualidade de vida coletiva, de forma que as pessoas atendidas possam exercer efetivamente a cidadania plena.

Em 21 de outubro de 1979, data em que o fundador da LBV, Alziro Zarur, voltou à Pátria Espiritual, Paiva Netto (que foi um de seus principais assessores durante quase um quarto de século) torna-se seu sucessor natural.

Esporte é vida, não violência!

A década de 1970 se caracterizou pelo surgimento de várias iniciativas da Legião da Boa Vontade envolvendo a comunicação social. Por muitos anos, Alziro Zarur fez do rádio seu grande aliado para suscitar nas pessoas o sentimento de Solidariedade, promovendo ações socioeducacionais.

Em 1978, surgia outra importante ação. De modo pioneiro, Paiva Netto, que a esta altura já havia sido nomeado por Zarur como secretário-geral da LBV (cargo equivalente ao de vice-presidente), levou os ideais fraternos da Obra ao famoso Maracanã, com a finalidade de melhorar o ambiente entre os torcedores no Estádio Mário Filho. Ele organizava as equipes que transportavam faixas com frases educativas da LBV, afixadas nas arquibancadas e apresentadas ao público no campo durante o intervalo dos jogos.

Sidcleiton Barreto
Os jovens da LBV apresentam a pioneira campanha da LBV — Esporte é Vida, Não Violência! no Estádio Luiz José de Lacerda, na cidade de Caruaru, PE. A iniciativa da LBV tem o apoio da Federação Pernambucana de Futebol.

O propósito de comunicar a Legião da Boa Vontade num meio ainda inédito foi extremamente positivo. E dessa maneira surgia a Campanha LBV — Esporte é vida, não violência! Zico, exemplar profissional, à época atuando no Flamengo, doou a primeira camisa para a Campanha, com a qual se fez um sorteio entre os colaboradores da LBV, angariando recursos para a ação solidária da Obra. Outros jogadores começaram também ajudar com camisas de seus clubes.

A iniciativa teve o apoio imediato do locutor esportivo José Carlos de Araújo, então na Rádio Nacional (1.130 kHz), do RJ — e de toda a sua equipe, que divulgavam no programa as máximas da LBV. Além da centenária Gazeta de Notícias, jornal no qual eram publicadas matérias contra a violência nos estádios. O movimento se espalhou para as demais cidades do Brasil e Exterior. Eram entregues (fato que ocorre até hoje) aos times vencedores dos campeonatos regionais e do Brasileiro o troféu da LBV.

Por promover a Campanha LBV — Esporte é vida, não violência! e outras iniciativas, Paiva Netto foi homenageado, em 14 de abril de 1997, com o troféu “Bola de Ouro”. Ele recebeu a láurea durante cerimônia de premiação aos melhores desportistas daquele ano, ocorrida no Espaço do Centro Cultural Banco Real, localizado na Av. Paulista, São Paulo/SP.

Crescimento consolidado

A primeira metade dos anos de 1980 foi de trabalho intenso e de conquistas para a Legião da Boa Vontade. Paiva Netto iniciou verdadeira marcha pela Solidariedade Ecumênica: viajou por todo o país, a fim de fortalecer ainda mais o Ideal fraterno da Organização. Somente em 1981, mais de 30 unidades socioeducionais foram inauguradas, fruto do primeiro ano de viagens e roteiros.

Transferência da Sede Central

Três anos mais tarde, no Dia da Independência, em 7 de Setembro de 1984, é completada a mudança da Sede Central da Legião da Boa Vontade — do Rio de Janeiro/RJ para a capital paulista — com a inauguração de suas novas instalações. O fato representou etapa fundamental da expansão da Obra.

Em defesa da infância

Pouco tempo depois, a Instituição partiu para outro grande empreendimento: erguer, na capital bandeirante, um amplo e moderno centro educacional, com o objetivo de atender famílias de baixa renda. 

Arquivo BV

Aspectos da inauguração da Supercreche Jesus, na capital bandeirante, em 25 de janeiro de 1986: uma multidão toma conta do local durante o pronunciamento do dirigente da LBV.

Para o educador Paiva Netto, o local deveria unir eficiência no ensino e o ambiente mais propício ao aprendizado, contando com área verde, à época uma preocupação pouco existente na acinzentada paisagem paulistana.

Após o mutirão para construir o prédio, o que levou menos de um ano, a LBV entregou a Supercreche Jesus à população paulistana, em 25 de janeiro de 1986, aniversário da cidade e data na qual se passou a comemorar o Dia dos Soldadinhos de Deus, como são chamadas carinhosamente as crianças na Legião da Boa Vontade.  

Vivian R. Ferreira
Vista parcial da Supercreche Jesus, da LBV, na capital paulista. 

O espaço, especialmente projetado para atender crianças desde os 4 meses de vida, oferece o que há de melhor e mais moderno na educação infantil, já que essa fase da infância é decisiva na formação básica da pessoa. Hoje, em mais de duas décadas de atendimento, milhares de crianças já foram beneficiadas.

O atendimento oferecido por essa unidade (berçário, maternal, jardim e pré-escola) pôde ser estendido aos ensinos fundamental e médio. Em 25 de janeiro de 1993, Paiva Netto inaugurou ao lado da Supercreche o Instituto de Educação que leva o nome dele (por iniciativa e sugestão dos Legionários da Boa Vontade), com ensino até o 4º ano do ensino fundamental; no mês de agosto de 1994, passa até a 9º ano. Nos anos seguintes, expande as atividades, ao mesmo tempo com edificação de novas instalações, transformando o conjunto em um dos mais notáveis centros educacionais do país, com cerca de 1.500 alunos matriculados, do berçário ao ensino médio e Ensino de Jovens e Adultos (EJA).

Vivian R. Ferreira
Vista parcial do Instituto de Educação José de Paiva Netto, na capital paulista. 

Ao longo dos anos e graças à ajuda do povo, a LBV inaugurou escolas no Rio de Janeiro/RJ, Curitiba/PR, Belém/PA e Brasília/DF, beneficiando crianças e jovens provenientes de famílias de baixa renda.

Além disso, possui dezenas de Centros Comunitários de Assistência Social espalhados por todo o país, com serviços de convivência que auxiliam diretamente crianças, jovens, idosos, mulheres e famílias em situação de vulnerabilidade.

Comunicação a serviço do Bem

Na década de 1990, a mídia despontou como forte instrumento do trabalho socioeducativo da LBV, notadamente, a Editora Elevação, a Gráfica da Boa Vontade, a Gravadora Som Puro Records, Revista Boa Vontade, o Portal Boa Vontade (www.boavontade.com), a Super Rede Boa Vontade de Rádio (a primeira rede em sistema digital com equipamentos próprios), e a Boa Vontade TV.

Todos esses importantes veículos de comunicação prestam contas diariamente das realizações da LBV e levam ao público mensagens de Fé Realizante e de Esperança.

Natal Permanente da LBV

Passados mais de 130 anos da maior seca já registrada no Nordeste (1878), a região ainda convive sucessivamente com intensas estiagens. A exemplo do que realizara em 1983, quando por meio de poderosa rede de rádio pediu atenção especial ao sofrimento crônico do povo nordestino com a seca, 15 anos depois, Paiva Netto novamente mobilizou o País na luta contra a fome de milhões de pessoas na zona rural.

Com o apoio da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão, a Legião da Boa Vontade movimentou a população brasileira por meio da Campanha LBV — SOS Nordeste, que promoveu, em 1998 e 1999, uma das maiores mobilizações solidárias já vistas em solo brasileiro em favor dos flagelados com a seca. Foram distribuídos mais de 4,1 milhões de quilos de alimentos, para mais de 1.100 localidades no Nordeste.

Para alcançar a meta, parte dos gêneros alimentícios foi arrecadada na região enquanto outra era transportada por navios, aviões da Força Aérea Brasileira (FAB), carros e carretas, que cruzaram o Brasil com as doações até chegarem às áreas de carência.

Essa mobilização para amparar quem mais precisa prossegue nas ações da LBV até hoje, com maior impacto no final do ano, com a campanha Natal Permanente da LBV — Jesus, o Pão Nosso de cada!, que ampara famílias com cestas de alimentos em todo o Brasil.

Essas famílias participam, ao longo do ano, das atividades realizadas nos Centros Comunitários, ou seja, recebem o amparo diário e, no mês de dezembro, são beneficiadas com essas cestas para complementar a renda da família. A ação também é estendida a entidades parceiras, que distribuem os alimentos a pessoas necessitadas atendidas por elas.

Nosso diferencial

A Pedagogia da Legião da Boa Vontade propõe um modelo novo de aprendizado, aliando "Cérebro e Coração." 

Essa linha educacional, formada pela Pedagogia do Afeto e pela Pedagogia do Cidadão Ecumênico, é aplicada com sucesso na rede de ensino e nos programas socioeducativos desenvolvidos pela LBV, no Brasil e no exterior. “Ambas fundamentam-se nos valores oriundos do Amor Fraterno, trazido à Terra por diversos luminares, destacadamente Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista”, como afirmou o criador da proposta, o educador Paiva Netto.

Vale ressaltar que as unidades escolares da LBV, por apresentarem índice de evasão zero e convívio dos alunos entre si e com a equipe de profissionais sem situações de agressividade, têm compartilhado com as organizações que as procuram essas boas práticas empreendidas, que refletem positivamente nos espaços frequentados pelos educandos de sua rede de ensino e de seus programas socioeducacionais.

Todo esse bom resultado é compartilhado em importantes encontros, para os quais a Instituição é convidada a se pronunciar. Além disso, a Legião da Boa Vontade promove anualmente o Congresso Internacional de Educação, espaço dedicado a reunir profissionais que atuam no ramo para troca de conhecimento, com especialistas de grande destaque.