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“Não abro mão dos meus filhos”

Conheça a história de Carlos de Souza Barbosa, pai atendido pela LBV em Natal.

Esse é um trecho de uma matéria publicada na revista BOA VONTADE nº 274, de agosto de 2022. Para ler a reportagem completa, clique aqui.


Há oito anos, com o consentimento materno, o vigia autônomo Carlos de Souza Barbosa, 58 anos, devota seu tempo e cuidados aos filhos Allan, 10 anos, e Antonhy, 12.

Kauã Roger

O início foi desafiador, pois Allan era ainda um bebê e necessitava de uma alimentação mais específica, que dedicasse quase as 24 horas do dia para acompanhar seus passos. A escolha de ficar com os meninos exigiu dele várias renúncias.

“É trabalhoso, a gente abdica de muitas coisas, perde serviços, porque você não pode abandonar as crianças para ir trabalhar em tempo integral. Por isso, vivo de fazer serviços informais, mas é algo que não me arrependo, não abro mão dos meus filhos, porque eles precisam de mim, e eu também preciso deles.”

Aliás, foi observando quanto Carlos se desdobrava para dar conta de educá-los que uma senhora o incentivou a procurar a LBV em Natal/RN, onde reside. Logo que pôde, dirigiu-se ao Centro Comunitário de Assistência Social da Instituição na cidade para tentar vaga no serviço de convivência ofertado no local. Assim, teria mais condições de buscar o sustento para a família.

“Fui muito bem-recebido pela assistente social que me atendeu, e, em três dias, eles estavam com o lugar garantido [no serviço Criança: Futuro no Presente!], e foi de grande valia para mim.”

A frequência na Entidade trouxe mudanças positivas para os meninos. “Eles falam muito bem da LBV, a gente observa [que se tornaram] mais obedientes, a forma como lidam com as pessoas melhorou. Os dois gostam dos educadores, lembram das instruções que recebem lá e repetem elas em casa, o que influencia no crescimento deles, na conquista de novos conhecimentos.”

Kauã Roger

Para Carlos, isso é fundamental para que seus filhos tenham um futuro digno e feliz, trata-se, afirma ele, do pedido que sempre faz: “Eu quero que Deus dê para eles discernimento, estudo, mostre o caminho que têm de seguir”.

APOIO EM DOBRO NA LBV

Apesar do esforço de Carlos, a renda da família não chega a um salário-mínimo, e se eles têm um teto para morar é graças ao serviço esporádico de vigilante que faz em troca do aluguel da moradia. Durante a pandemia, enfrentou ainda mais obstáculos, a situação só não foi pior porque contou com apoio de pessoas amigas e da Legião da Boa Vontade, que entregou mensalmente à família cestas de alimentos, frutas e kits de higiene.

“A LBV deu uma assistência boa para a gente, sempre me ajudou muito. No ano passado, até quando fui operado de hérnia inguinal, o pessoal [da Instituição] trouxe aqui a cesta de alimentos”, lembrou.

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