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Mãe da Estrutural conta como a LBV a fez acreditar em um futuro melhor

Apesar de uma vida difícil, Nayara buscou o melhor para os filhos: "A LBV é um apoio pra mim".

Brasília, DF — Filha de nordestinos, Nayara Carvalho nasceu em Brasília depois de sua mãe trilhar um caminho que muita gente faz: sair em direção a outra parte do país em busca de melhores condições de vida. Com os seus cinco irmãos, a família foi morar em Goiás por um período, mas depois souberam da Cidade Estrutural, no DF, e para lá foram. Com 12 anos, Nayara já trabalhava no Lixão da Estrutural para ajudar no sustento da casa. E, aos 16, já era mãe.

Leilla Tonin

As obrigações em casa atrapalharam os estudos, que foram abandonados antes de concluir o ensino fundamental. “Eu fiz só até a 5ª série, tentei várias vezes voltar a estudar, mas não tem como, é muito difícil você achar uma pessoa de confiança para deixar as crianças. Hoje o perigo está ao redor e a gente mora na favela”.

Nayara mora na Estrutural. A região começou como uma invasão de catadores de lixo próximo ao aterro sanitário do Distrito Federal, que existe há décadas naquele local. Quem buscava no lixão uma fonte de renda foi ali alinhando seus barracos para moradia. A conhecida invasão ampliou-se e mais tarde foi transformada em Vila Estrutural onde, atualmente, é considerada a segunda maior favela do DF.

Os filhos de Nayara não têm que ajudá-la no trabalho árduo de reciclagem, no qual ela e os irmãos tiveram que ajudar a mãe. Um trabalho cheio de perigos: “Trabalhar no lixão é muito complicado, você não tem segurança nenhuma, trabalha no risco. Se você se machucar, sofrer um acidente, você não tem onde recorrer. O caminhão [de lixo] chega, a gente cata o reciclável, junta num espaço de 15 dias, um mês, e vende. Já tem os compradores, e é o que mantém a casa, e gente vive de lá”.

Leilla Tonin

Nayara Carvalho, mãe atendida pela LBV, mostra o seu dia a dia no Lixão da Estrututal.

Trilhando novos caminhos

A oportunidade que a vida sofrida lhe tirou, ela faz questão de dar aos filhos. E para isso conta com o apoio da LBV. No período em que o filho Gabriel, de 9 anos, não está na escola regular, está na Legião da Boa Vontade, recebendo todo o apoio da equipe multidisciplinar da Instituição. 

Eu agradeço até hoje. Vocês [da LBV] caíram do céu pra mim, como um anjo, porque você sozinha é muito mais difícil. [Eu pensava] nunca vou achar alguém que possa me ajudar com meus filhos. E eu achei, na LBV, quem poderia me ouvir e quem poderia ouvir meus filhos. A LBV é um apoio pra mim. Você vê a evolução dos filhos de pequenos, na maneira de lidar com as outras crianças, com as outras pessoas. Hoje eu vejo isso dentro da minha casa”, destacou agradecida.

Veja a reportagem completa produzida pela equipe do "Programa Boa Vontade, com Paiva Netto" da Boa Vontade TV:

 

No Centro Comunitário de Assistência Social da LBV, em Brasília, mais de 250 crianças e adolescentes recebem, diariamente, um atendimento de qualidade, com o apoio de uma equipe multidisciplinar. Graças ao apoio de pessoas que acreditam e confiam na Instituição, é possível oferecer alimentação de qualidade, um espaço seguro enquanto os pais e responsáveis estão trabalhando, atividades lúdicas e educativas, que envolve não só os meninos e meninas atendidas, mas toda a família.

Visite, apaixone-se e ajude a LBV! O Centro Comunitário de Assistência Social da LBV fica localizado na SGAS 915, lote 74 - Asa Sul - Telefone: (61) 3410-6015.