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LBV: a ponte entre o necessitado e quem quer ajudá-lo

A sua doação chegou até o município amazonense de Iranduba, beneficiando famílias que estão em extrema vulnerabilidade.

Temos a alegria de compartilhar com você o relato de Elisene Oliveira Santos, gestora social do Centro Comunitário de Assistência Social em Manaus, sobre a entrega de benefícios em Iranduba.

Por intermédio deste emocionante depoimento, você poderá atestar como a sua doação faz a diferença para muitas famílias brasileiras em situação de extrema vulnerabilidade.


A LBV está sempre atenta à situação das populações vulneráveis do Amazonas. Essas comunidades sabem que podem contar com o nosso auxílio, independentemente da calamidade enfrentada ou dos desafios logísticos.

Na região metropolitana de Manaus, a poucos quilômetros do Polo Industrial, milhares de famílias padecem diariamente pela ausência de condições mínimas de sobrevivência.

Elisene Oliveira

É o caso das cem famílias de Nova Veneza, no distrito de Cacau Pirera, em Iranduba, cujas casas estão literalmente dentro d´água. Graças a você, a LBV pôde beneficiá-las com cestas de alimentos e kits de higiene e limpeza.

Essas famílias são chefiadas por mulheres e acompanhadas pela Associação de Mulheres Jasmim do Amazonas, que surgiu como enfrentamento ao alto índice de violência doméstica nas comunidades urbanas, rurais e ribeirinhas daquela região.

Elisene Oliveira

Kely Maiara Carvalho Vidal, de 24 anos, foi uma das mulheres que assistidas pela ação solidária e convidou a Equipe da LBV para ver de perto como estava sua situação de moradia.

"Minha cunhada, gestante, perdeu a vida para a Covid-19. Deixou meu sobrinho, agora meu filho do coração. Depois de tudo isso veio a enchente e tirou a gente de nossa casa. Fica tudo muito dificultoso para ir ao trabalho, deixar menino na escola, acontecem coisas que a gente não pode ir contra. Por isso, a gente saiu de nossa casa, devido à enchente do rio [NT.: a comunidade fica localizada na margem direita do Rio Negro]. Devido à poluição e às imundícies que vêm no lixo, os bichos, então fica perigoso. A gente sofre muitas coisas com relação a conseguir dinheiro para fazer maromba. Nem muita gente tem 400 reais para comprar uma dúzia de tábuas, aí fica difícil", disse.

Ao receber os donativos, ela completou:

'A cesta significa esperança. As pessoas não esquecem da gente, né? Por mais que a gente se sinta abandonado, esquecido, porque aqui no Veneza tem muita gente carente, ainda existem pessoas boas de coração que nos ajudam, olham para a gente. É isso que a gente espera, que elas possam olhar para a gente. Às vezes os problemas delas são menores do que os nossos, que vivemos aqui todos os dias. Um feijão é a melhor refeição que tem para uma pessoa que está com necessidade. Um feijão, um arroz para dar sustância e continuar a vida."

Na mesma casa, encontramos a senhora Maria de Fátima Carvalho Sinfronio, 67 anos.

"Moro aqui no Nova Veneza desde 2009. A dificuldade continua a mesma. No inverno, a dificuldade é a água. Até os peixinhos vêm pelos canos da água, porque a encanação não é boa, a água não é boa para a gente beber. A gente com tanta dificuldade, precisa comprar água mineral para usar por causa da saúde. A gente faz assim, né? Tirando dinheiro do pão para comprar água para a gente ir sobrevivendo e não ficar doente. Nesse momento, são três famílias que estão morando aqui em cima, nesse pedacinhio que meu marido fez, que é de laje. As famílias que moram embaixo são meus filhos. Agora só estão as coisas deles lá, na maromba. A dificuldade de arrumar casa para morar, ir lá para a escola também não dá. Não é seguro. Tem muita gente que está na escola, no abrigo, porque as casas estão muito no fundo, não tem condição de morar de junto com o telhado, né?"

Caminhando sobre as passarelas de tábuas de azimbre, a senhora Marilia de Souza Silva carregava uma cesta de alimento e um kit de limpeza.

Elisene Oliveira

Equilibrar-se sobre as “pontes” de madeira é algo bem complicado. Imagine como essas tábuas ficam lisas e escorregadias após uma chuva. E no inverno amazônica, chove todos os dias.

“A nossa água, que já é de péssima qualidade, agora agravou mais ainda, né? (...) A pandemia afetou bastante a gente, em se locomover, ir na casinha de saúde. Aí chega lá e não tem médico, nunca tem vaga. A ponte, nós mesmos, moradores, que fizemos (...) a cesta veio em boa hora, estava precisando muito. Eu agradeço muito (...). Agradeço, primeiramente, a Deus e a vocês, da LBV. Agradeço muito, que os colaboradores possam doar cada vez mais”, disse. 

Elisene Oliveira

A você, que investe em nosso trabalho, o nosso sincero agradecimento. O seu gesto solidário alimenta e protege muitas famílias.

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