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Índice de suicídio é maior entre idosos; conheça o trabalho da LBV para a saúde integral dos jovens da Melhor Idade

Você sabia que a incidência do suicídio é maior entre quem vive sozinho? Na terceira idade, essa solidão fica ainda mais evidente: o tempo passa, a saúde já não é mais a mesma, os filhos têm outras ocupações, e cada vez mais sozinha fica a população idosa. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que no mundo, a cada 40 segundos, uma pessoa tira a própria vida. No Brasil, a cada 100 mil habitantes, 4,8 se suicidam. Já entre os idosos acima de 75 anos, esse índice passa para 15.

Por que isso acontece? A psicóloga clínica e mestre em prevenção em crise e suicídio da Universidade de Brasília (UnB) Cristina Moura destaca que um fator que é percebido nas pessoas que têm esse pensamento “é a falta de esperança(…). A pessoa se vê numa situação tão difícil que vê na morte uma amiga para este sofrimento todo que ela está passando”.

Como reverter esse quadro? Segundo o psiquiatra, psicanalista e filósofo dr. Antonio Rabelo, professor da Universidade Federal da Bahia, o melhor a se fazer é estimular os jovens da terceira idade a ter uma vida ativa: “Manter a pessoa idosa dentro de uma atividade, que continue vivendo entre pessoas, é fundamental. É incentivar atividade de lazer”. O médico destaca ainda que a companhia de pessoas queridas também é essencial para afastar os pensamentos negativos.

Segundo a psicóloga, “[ao detectar esses pensamentos] o primeiro passo e o mais urgente é não negligenciar, é ter ouvidos para isso”. Ela ressalta que a presença dos parentes é essencial, “o principal nesse contato da família além do Amor, é a questão de restabelecer a Esperança nessa pessoa, é mostrar para ela que existem outras saídas, que a família está junto. Costumo dizer que o maior e o mais poderoso remédio para as dores da alma é o Amor”.

                                LBV E CUIDADO COM A MELHOR IDADE

Patricia Oliveira

Idosos na sala de terapia ocupacional com a teraoeuta ocupacional, Laís Batista

A Legião da Boa Vontade acredita na valorização do idoso, considerando sua história de vida e identificando oportunidades para propiciar uma terceira idade mais feliz. Além dos lares para idosos, que oferece todos os cuidados necessários para vovôs e vovós que perderam o contato com suas famílias, a Instituição também disponibiliza o LBV — Espaço de Convivência. Nele, atividades diversas fortalecem a cidadania e colaboram para a inserção comunitária dos jovens da Melhor Idade.
Saiba mais sobre o trabalho da Legião da Boa Vontade para ajudar os idosos a vencer a solidão e desenvolver a autoestima

Até mesmo os que não têm a presença da família, sentem na LBV o conforto e o amparo na terceira idade. Atendida pela LBV por meio do Lar Alziro Zarur, em Uberlândia, MG, a sra. Maria Fernanda é uma dessas pessoas: “A LBV me estendeu a mão, me ajudou no momento em que eu mais precisava”, conta. “Encontrei alegria de viver e estou satisfeita. Para mim, a LBV é uma mãe. Aqui somos uma família. Além de proteger quem não tem família, a Legião da Boa Vontade dá uma estrutura para a alma da pessoa. Agradeço o carinho”, completa a residente do Lar.

Vivian R. Ferreira

Fortaleza, CE — Na LBV, as jovens da Melhor Idade que integram o programa "Vida Plena" participam de passeios e atividades físicas, contribuindo para um envelhecimento sadio.

Também em Uberlândia, a senhora Maria Aparecida Viana, de 87 anos, passou por momentos difíceis. Adoeceu e foi internada como indigente, ao sair do hospital, não encontrou mais a família, e acabou ficando sozinha. Passou algum tempo sozinha e por meio de uma amiga — para a qual havia trabalhado como empregada anos antes — conheceu a LBV que a acolheu. “A LBV atende muito bem as pessoas, graças a Deus eu vim pra cá, já vai fazer um ano. Eu gosto daqui de verdade, aqui eu não choro, todos me tratam bem, tenho amigos tenho tudo, não falta nada, aqui é muito limpo”. Ela destacou também como a Instituição mudou sua vida: “Eu não fico sozinha, vivo muito bem aqui, sou feliz aqui, graças a Deus e a esta casa. Em minhas orações eu peço sempre a Deus para que abençoe a LBV e estas pessoas que cuidam da gente”.
Em Teófilo Otoni, também nas terras mineiras, o sentimento pelos atendidos no Lar da Instituição é o mesmo. O senhor Joaquim Lacerda, 83 anos, residente no Lar, enfatiza a importância da Legião da Boa Vontade em sua vida: “A LBV é muito boa, tem tudo que eu preciso, alimentação saudável, assistência médica, fisioterapia, tudo que é importante para o idoso”.

Atividades como o programa LBV — Espaço de Convivência, que promovem a criação de laços afetivos e o desenvolvimento de atividades diversas também ajudam os idosos a vencer a solidão. “Na LBV, nos sentimos em casa, esquecemos os problemas, eles ficam menores. Antes eu ficava só deitada, com depressão. Aí passei a frequentar, gostei muito. Hoje eu me sinto feliz, sou uma pessoa mais tranquila, nos dias de vir para cá fico muito satisfeita porque sei que vou ter um dia maravilhoso”, disse Luci de Araújo, atendida no Centro Comunitário da LBV em Belo Horizonte, MG.