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Atendimento da LBV vai muito além do amparo material

Recicladora conta como venceu a depressão com ajuda da LBV

Mesmo com o cenário econômico desafiador que o Brasil vem enfrentando, a Legião da Boa Vontade (LBV) tem mantido a infraestrutura dos programas e projetos desenvolvidos em suas 82 unidades espalhadas pelo país, contribuindo para que famílias em situação de pobreza tenham oportunidades para mudar de vida.

Luciano Lanes/PMPA

Porto Alegre/RS

No Rio Grande do Sul, por exemplo, a maior concentração da população em vulnerabilidade ocorre na Região Metropolitana de Porto Alegre, com aproximadamente 124 mil pessoas na pobreza extrema e 189 mil na pobreza, correspondendo a quase um terço dos gaúchos. Diante deste quadro, muitas famílias lutam para suprir as necessidades básicas e, muitas sobrevivem da reciclagem para manter o sustento do lar.

Para ilustrar, convidamos você a conhecer a história da jovem Juliana Coto, de 29 anos, que representa esse retrato social, e nos conta como cuida da criação dos filhos e do sustento do lar com muita dignidade.

Trabalho com reciclagem

Juliana recebeu a notícia de sua primeira gravidez aos 16 anos e parou de estudar para começar a dedicar sua vida ao seu filho mais velho. Com o passar do tempo, novos membros chegaram aumentando a família e trazendo muita felicidade a todos.

Leilla Tonin
O importante trabalho de reciclagem no Brasil geralmente é realizado por pessoas que vivem em situação de baixa renda.

Filha de recicladores, Juliana conta que toda a família vive como catadores, uma vocação que passou de pai para filho sucessivamente: “meu pai puxa carrinho de reciclagem e mesmo trabalhando com toda dificuldade nunca faltou nada. Aprendi, pelo esforço que ele fez, a trabalhar do mesmo jeito com reciclagem. Eu reciclo e dou o sustento para os meus filhos”.

No Brasil, são aproximadamente 500 mil trabalhadores que têm, na coleta de resíduos, sua fonte de renda, segundo o Movimento Nacional dos Catadores (MNCR). Entretanto, as condições em que esses trabalhadores atuam ainda são precárias.

Luta contra a fome

Juliana mora com seu marido e os quatro filhos na Vila Santo André, uma comunidade no Bairro Humaitá, extremamente fragilizada, onde existem diversos desafios: “agora está melhor porque antes não tinha nem água instalada, tinha que puxar de um caminhão pipa. Agora tem luz e água também, mas tem o problema do tráfico. É difícil a convivência com isso porque é um risco e eu tenho medo de perder um filho por isso”.

Nadiele Bortolin

Porto Alegre/RS - Na foto, Juliana Coto com sua irmã Regina da Silva e sua sobrinha Ana, na comunidade Vila Santo André. Ela recebeu a cesta de alimentos da campanha Natal Permanente da LBV em dezembro de 2018.

 

Mesmo diante da falta de recursos e das dificuldades, nunca desistiu de lutar por sua família: “teve momentos que eu não tinha o que dar de comer para os meus filhos, mesmo trabalhando de reciclagem. Nesse momento, conversando com a assistente social, a LBV me apoiou, me amparou com mantimentos para meus filhos, tem dias que não tenho nem fraldas para meus filhos e a LBV sempre ajuda quando pode”.

LBV: uma mãe!

Juliana Coto participa do Grupo de Mães, uma ação realizada dentro do programa Cidadão-Bebê, que ampara mulheres gestantes com palestras sobre a saúde do bebê, o acolhimento da criança que vai nascer, geração de renda, fortalecimento da família, entre outros temas importantes nessa fase da vida.

Nadiele Bortolin

Porto Alegre/RS - Na foto, Juliana (esquerda) e suas irmãs no grupo de mães do programa Cidadão-Bebê.

Segundo ela, encontrou a Legião da Boa Vontade no momento em que mais precisava: “eu encontrei a LBV no momento mais crítico da vida. Eu esperava meu terceiro filho e estava entrando em depressão por questões familiares. Eu não comia e não bebia porque entrei em choque e não dava atenção aos meus filhos. Depois tudo foi resolvendo, conversava com a assistente social e a psicóloga da LBV e foi aí que fui me recuperando porque fui acolhida. A LBV está sempre de braços abertos a apoiar e acolher a gente. Me apoiaram muito e me deram atenção, o carinho que me deram era de mãe para mãe, a LBV entendia exatamente o que eu estava passando”.

A assistente social da LBV, Anay Silveira, nos traz mais detalhes: “Ela chega na LBV muito deprimida porque estava passando por questões emocionais bem importantes. Mesmo passando por desafios sérios, quando chega na LBV ela consegue, junto com toda equipe técnica, pensar e traçar alguns objetivos de vida. Agora ela consegue trazer uma segurança e uma estabilidade emocional para os filhos e isso resulta do nosso atendimento”.

Educação e Resiliência

Um dos sonhos da jovem atendida é concluir os estudos e conseguir um espaço no mercado de trabalho, investindo na educação, na saúde e na prevenção: “quero entrar na escola para terminar o estudo e ter um serviço de carteira assinada. Meu sonho é estudar e terminar a escola para ter um futuro melhor para os meus filhos”.

Nadiele Bortolin

Porto Alegre/RS - “Aprendi a ter paciência e dar atenção para as pessoas porque tem momentos que elas não estão bem e é bom dar um ombro amigo e tudo isso eu aprendi aqui na LBV. Aqui o que mais tem é carinho e aconchego”, destacou Juliana.

Segundo a assistente social, Juliana desempenha uma função bem importante na família quanto à resiliência: “ela nasceu numa condição bem precária, a situação de vulnerabilidade é extrema, mas ela consegue ser uma referência da família, pensando na organização não apenas do núcleo dela, mas na família extensiva também”, ajudando todos a acessarem seus direitos sociais.

No Grupo de Mães, as atendidas têm um espaço para conviver, trocar experiências e fortalecer os vínculos familiares. “É um programa que é igual a uma comunidade, onde um apoia o outro. Hoje em dia sou uma pessoa melhor e tenho muito carinho, antes não tinha”, revelou Juliana.

Para a assistente social da LBV, “esse trabalho que a Entidade faz deveria existir em todos os espaços vulneráveis porque a gente trabalha com tanta vida e vê a diferença. A gente trabalha muito a prevenção de tudo, trabalha com a vida e com a importância do ser humano”, destacou Anay Silveira, que tem acompanhar de perto com toda a equipe da LBV os atendidos na capital gaúcha.

Nadiele Bortolin

Porto Alegre/RS - No rosto, a felicidade de Juliana ao receber a cesta de alimentos da LBV, que ajudaá nos sustento do Lar.

Aos colaboradores da LBV

Eu queria agradecer por todo apoio que eles dão para a LBV, o apoio deles é muito importante porque apoiando a LBV está apoiando a gente, tem muitas famílias e crianças que estão sendo ajudadas, se puderem colaborem mais um pouco. Cada ajuda é um grande apoio para as crianças que não têm alimento dentro de casa, se ajudar estará apoiando as crianças a saírem da rua. Para quem não conhece a LBV, eu diria para acreditar, sim, porque ela ajuda muito e acolhe qualquer pessoa que esteja necessitando até de uma palavra, muito obrigada!”, agradeceu Juliana Coto.

E nós, da LBV, acreditamos que a Juliana vai concluir os estudos para oferecer o melhor aos seus filhos. Ela é um exemplo inspirador de força de vontade e de mãe zelosa. E, aos colaboradores da Instituição, o nosso agradecimento sincero por ajudar a transformar a vida de milhares de famílias.

Visite, apaixone-se e ajude a LBV! Na capital gaúcha, o Centro Comunitário de Assistência Social está localizado na Av. São Paulo, 722 – Bairro São Geraldo.  Informações, ligue: (51) 3325-7000.