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Apoio para vencer o luto e prosseguir

Com o auxílio da LBV, famílias que perderam entes queridos para a Covid-19 são acolhidas em suas necessidades espirituais, emocionais e físicas.

Esta matéria foi publicada originalmente na revista BOA VONTADE nº 260. Para acessar outros conteúdos desta e de outras edições, clique aqui.


Ainda que haja consciência quanto à eternidade da vida e à imortalidade do Espírito, separar-se daqueles que tanto amamos não é uma situação fácil de se enfrentar. Isso por várias razões, entre elas a saudade e a mudança de rotina com a ausência de quem partiu.

Milhares de famílias têm passado por essa experiência de luto, visto que a pandemia do novo coronavírus, infelizmente, já provocou quase meio milhão de óbitos no Brasil — 3,5 milhões no mundo, de acordo com a Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos. Para aqueles que perderam entes queridos por causa da Covid-19, a Solidariedade é fundamental, principalmente quando se encontram socialmente vulneráveis, abalados pela pobreza, pelo desemprego e por outras problemáticas que os afligem.

Joy Freitas

Na LBV, a atenção ao público atendido é prestada de maneira ética, humana, sensível, cumprindo com rigor as determinações dos órgãos reguladores das profissões envolvidas, bem como da Assistência Social e da Educação.

Desde março de 2020, a Instituição tem se desdobrado ainda mais para amenizar o impacto da atual crise sanitária sobre seus atendidos e beneficiários, distribuindo cestas de alimentos não perecíveis, cestas verdes (com frutas, legumes e verduras) e kits de limpeza e de higiene, além de manter, em todas as regiões do país, as atividades de seus Centros Comunitários de Assistência Social e escolas com ensino remoto, bem como outras iniciativas sazonais.


Combater a fome de multidões como a LBV tem feito, por exemplo, é um trabalho extremamente necessário, urgente e relevante por si só. Nesse sentido, é essencial evidenciar que a entrega de donativos representa bem mais do que o alimento para o corpo. Ela proporciona o sentimento de acolhida em meio ao desespero, a força para lutar e sobreviver, em suma, a renovação da esperança em dias melhores. Soma-se a isso o imprescindível suporte que psicólogos e assistentes sociais da Entidade disponibilizam a famílias enlutadas por meio de ligações telefônicas, atendimentos presenciais e visitas domiciliares — sempre respeitando os protocolos sanitários.

Jéssica Felix

Com a ajuda da Instituição, muitas pessoas têm encontrado motivação para superar a dor e seguir em frente. Para promover proteção social em todas as suas dimensões, a LBV esforça-se para que ninguém se sinta abandonado em seus dramas, encorajando cada um que dela precise a nunca perder de vista a busca por uma existência sempre melhor.

Em favor da saúde mental

Com os atendimentos psicossociais oferecidos pela LBV, profissionais da Psicologia e do Serviço Social da Entidade ofertam a escuta qualificada aos atendidos para saber como têm enfrentado a pandemia, quais suas necessidades e como podem ajudá-los. Isso, pelo menos, a cada 15 dias, por meio de telefonemas, atendimentos presenciais ou visitas domiciliares, sempre seguindo os devidos protocolos sanitários.

No caso de famílias enlutadas, essas recebem, além do acolhimento, orientações para fortalecer esse suporte, como as formas para recorrer a Centros de Atenção Psicossocial (Caps) ou a alguma Unidade Básica de Saúde (UBS).

Ana Paula Ferreira

A psicóloga Fabiane Ribeiro Silva Brugnolo é responsável por supervisionar o trabalho da Psicologia nos Centros Comunitários da Instituição em âmbito nacional. Conforme explicou à revista BOA VONTADE, “o crescimento da demanda de luto tem ocorrido em todas as regiões onde possuímos Centros Comunitários de Assistência Social, (...) sendo que os picos de atendimento surgem em decorrência do aumento da mortalidade na pandemia”.

Como apoio aos psicólogos da LBV, a especialista destaca: “Os profissionais atua­lizam-se constantemente com estudos recentes da área, inclusive os relativos à crise sanitária atual, como, por exemplo, as cartilhas publicadas pela Fiocruz, da série ‘Saúde Mental e Atenção Psicossocial na Covid-19’, que já resultaram em um curso do qual muitas de nós participamos”.


Esta matéria foi publicada originalmente na revista BOA VONTADE nº 260. Para acessar outros conteúdos desta e de outras edições, clique aqui.