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A solidariedade pela arte

Músicas Legionárias elevam

Confira o conteúdo completo da revista BOA VONTADE 70 anos da LBV

Propagar a boa música entre a população e promover a educação musical das futuras gerações são premissas da Entidade em sua longeva existência, com a criação de coros e bandas musicais a partir do fim da década de 1950, a exemplo do Coral Deus é Amor e do grupo Menestréis da Boa Vontade, este último surgido em plena efervescência da Bossa Nova.

Arquivo BV
Coral Deus é Amor, do Rio de Janeiro, da década de 1960.

Na década de 1980, já sob a liderança do jornalista e compositor José de Paiva Netto, esse movimento se intensificou ainda mais na LBV. Por sinal, o diretor-presidente da Instituição costuma fazer um paralelo entre a ação fraterna da organização e a capacidade criativa e intuitiva da musicalidade. Diz ele que “a música é o Amor que espalhamos por intermédio de atos de Compreensão, de Solidariedade, de Fraternidade, de Entendimento e de Compaixão. Tudo isso é melodia. Ter Amor no coração é ser musical. Você quer viver com melodia na Alma? Ame!

Audições em várias cidades

O fato de o dirigente da LBV ser um compositor de sucesso abriu portas importantes para a disseminação da Arte e da Cultura Legionária dentro e fora da Instituição. A partir da década de 1980, sua obra musical tem sido apresentada em cidades brasileiras e no exterior. No repertório, a diversidade de temas inclui canções em louvor a Maria Santíssima e outras que homenageiam o Brasil e vários Estados da Federação. Entre elas estão A Santa Catarina e Alegria em Santa Catarina, homenagens a esse Estado; a Ave, Maria! Gratia Plena, endereçada ao povo de São Paulo; Ave, Maria, uma exaltação ao povo do Distrito Federal; Ave, Maria, Mater Jesus, oferecida ao povo do Brasil; e Maria e a LBV, o seu Sagrado Manto, dedicada ao povo de Minas Gerais. A obra Amar com o Amor de Deus (1996), feita por Paiva Netto para sua mãe, traz a seguinte dedicatória: “Com saudade, à minha querida mãe, Idalina Cecília, que me ensinou a amar”. A composição Emmanuel Adolfo foi escrita para o filho mais novo dele.

Orquestra Sinfônica da Legião da Boa Vontade em apresentação do Projeto Antares “Clássicos para o Povo”, de 1987 a 1990.

Por essa época também, mais especificamente de 1987 a 1990, promoveu, por intermédio da LBV Cultural, o Projeto Antares “Clássicos para o Povo”, com a Orquestra Jovem Boa Vontade, por ele criada.

Destaque ainda para os concertos realizados no ano 2000, pioneiros em caráter beneficente na Bulgária, produzidos pelo maestro José Eduardo de Paiva e regidos por Bedros Papazian.

A premissa de Paiva Netto é a de que sua música seja direcionada a toda gente. Por isso, suas composições são simples, mas originais e não perdem a beleza, como ele mesmo esclarece: “Eu tenho um costume. Faço música para o povo, para tocar o coração. A melodia para o povo é aquela que o faz sair cantando. Então, o que eu faço? Convido a todos os que trabalham comigo a cantar. Digo: Escuta, pessoal, tenho aqui uma musiquinha que fiz. Conto com a ajuda de vocês. Já sabem: se vocês cantarem, todo mundo vai cantar”.

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Cultura e inclusão social

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A Legião da Boa Vontade investe na música como processo de aprendizagem e inclusão social, utilizando como ferramentas metodológicas o canto, o violão, a flauta doce e a percussão.

Tais iniciativas, além de proporcionarem conhecimentos teóricos e práticos nessa área, são utilizadas como objeto para o desenvolvimento cognitivo, psicológico, humano e social de crianças, adolescentes e idosos, que estão em situação de vulnerabilidade social. Essas atividades valorizam a amizade, a socialização, a boa convivência e o respeito entre os participantes, além de valorizar e viabilizar o acesso à cultura popular e musical.

Conheça algumas das localidades onde a LBV realiza esse trabalho. Nelas, sons, ritmos e melodias ajudam a construir um Brasil melhor.

Oficina de flauta doce

Por meio desse instrumento, a LBV ensina canções populares aos participantes, inserindo-os no universo musical.

Leandro Nunes

Fortaleza, CE - Crianças atendidas pela LBV em Fortaleza fazem apresentação com flautas doce na quadra do Centro Comunitário de Assistência Social.

Fabinho Trindade

Campo Grande, MS — Crianças atendidas pela LBV apresentam o que aprendem na Oficina de Musicalização. 

Oficina de percussão

Tem o propósito de ensinar ritmos percussivos, como o maracatu, o frevo e a marcha. Os educadores utilizam diversos recursos, entre os quais caixas de fanfarra, surdos, cajones, agogôs, chocalhos e instrumentos feitos de material de sucata.

Leilla Tonin

Belo Horizonte/MG — Com o sorriso estampado no rosto, as crianças atendidas pela LBV participam da Oficina de Percussão. =)

Oficina de canto

É direcionada para o canto popular. Quem participa dela amplia a percepção musical, tem estimulada a concentração, além de adquirir consciência vocal e o gosto pela música e pelo cantar. Jogos e brincadeiras musicais complementam esta ação.

Leilla Tonin

Recife, PE- Diariamente, uma série de atividades lúdicas, culturais, recreativas e esportivas que auxiliam no desenvolvimento socioeducacional e afetivo de crianças e adolescentes. Uma dessas iniciativas é a Oficina de Musicalização.

O violão é um instrumento da cultura brasileira e é utilizado na LBV para desenvolver a musicalidade, propiciar o acesso à música popular e colaborar para o desenvolvimento do canto.

Leilla Tonin

Presidente Prudente, SP — O sorriso dos atendidos não esconde a satisfação deles em participar das oficinas de musicalização na LBV.

Esporte no contexto escolar e comunitário

Leilla Tonin
Brasília/DF — Aula de esporte na escola da LBV.

Os educadores da Legião da Boa Vontade encontraram na atividade física uma das melhores ferramentas para se trabalhar valores emocionais e sociais, pois, com ela, se aprende brincando. Além disso, o esporte ajuda a manter o bem-estar e contribui para uma vida saudável. Nos Centros Comunitários de Assistência Social e nas escolas da LBV, a prática desportiva é utilizada para potencializar o aprendizado de crianças e adolescentes.

Isso porque, além de trabalhar o corpo e melhorar a disciplina, a concentração, a agilidade e a coordenação motora deles, os inspira a vivenciar o respeito pelos semelhantes, a solidariedade e a atividade em equipe, imprescindíveis para a promoção da Cultura de Paz.

Leilla Tonin
Belo Horizonte/MG — Aula de capoeira.

Oferecer essa oportunidade, que deveria ser um direito de todos, é um dos benefícios que a Entidade tem conseguido disponibilizar às meninas e aos meninos atendidos por ela, os quais dificilmente teriam a mesma chance em outro lugar da comunidade em que residem, tanto pela falta de espaços públicos adequados quanto pela escassez de verba, porque algumas das modalidades ofertadas na LBV são de alto custo.

Stella de Souza

Fortaleza/CE- Crianças atendidas pela Legião da Boa Vontade em atividade de futsal, na oficina de esporte desenvolvida no Centro Comunitário de Assistência Social da LBV em Fortaleza/CE.

Essa iniciativa é pautada pela campanha pioneira da Entidade Esporte é Vida, não violência!. Em consonância com esse lema, a associação do esporte aos conteúdos aplicados em salas de aula e de atividades — ambos com o diferencial da Espiritualidade Ecumênica — tem produzido resultados cada vez melhores dentro e fora das quadras, dos campos e dos ginásios.

Revelando CAMPEÕES no Jiu-jítsu

Como reflexo do sucesso que é o trabalho da LBV na área esportiva, muitos dos atletas que a Instituição apoia frequentemente sobem ao pódio. Exemplo disso ocorreu em maio de 2019, com integrantes do Projeto Geração: 75 crianças e jovens (entre 4 e 17 anos de idade) de nove comunidades cariocas participaram do Campeonato Brasileiro de Jiu-Jítsu, promovido pela Confederação Brasileira desse esporte (CBJJ) — um dos mais disputados de todo o mundo —, em Barueri, região metropolitana de São Paulo/SP. O saldo das lutas foi mais que positivo, com a conquista de 43 medalhas, sendo 10 de ouro, 11 de prata e 14 de bronze, além das conferidas por participação.

Vivian R. Ferreira

O fato foi repercutido em diversos canais de comunicação, como os portais Tatame e Vale Tudo e o site oficial e o Twitter da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. E não é para menos, já que o sucesso da equipe do projeto tem se repetido desde 2014. Somando-se as premiações desde aquele ano, os lutadores detêm 288 medalhas somente no Campeonato Brasileiro da CBJJ. Na edição 2019, teve até bicampeão: Fellipe Cabral Timóteo, de 14 anos. A irmã dele, Marion Timóteo Barbosa, de apenas 8 anos, conquistou medalha de prata. “O jiu-jítsu é a melhor coisa do mundo para mim. Eu quero ser a melhor lutadora do mundo e professora de jiu-jítsu também”, disse a atleta à revista BOA VONTADE.

Assim como nas quatro oportunidades anteriores do torneio, a delegação de lutadores recebeu o apoio da LBV e da Super Rádio Brasil, bem como a colaboração da Prime Esportes e da Boomboxe, por meio da disponibilização de quimonos, lanches e almoço e do suporte a demais demandas logísticas.

No Centro Educacional José de Paiva Netto, localizado em Del Castilho, zona norte do Rio de Janeiro/RJ, meninas e meninos têm a chance de aprender e treinar judô no contraturno escolar. Dezenas de atletas já participaram, inclusive, de competições importantes, como o Campeonato de Abertura da Liga Confederada de Judô — Rio de Janeiro.

Leonardo Fabri

O time do Projeto Geração levou ao campeonato 75 atletas, liderados pelos policiais-professores de jiu-jítsu.

Vinícius Azevedo

                     

O judô também chama a atenção na LBV, já que outras tantas premiações têm sido conquistadas pelos atletas desse esporte. Exemplo disso é a vitória do jovem João Pacheco, que ganhou medalha de ouro no Campeonato Regional III, promovido em 2019 pela Confederação Brasileira de Judô (CBJ) na cidade de Lauro de Freitas/BA. Na foto acima, ele aparece ladeado por seus professores Sergio Euzébio (E) e Vinícius Azevedo.