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“A LBV foi uma segunda faculdade para mim”

Conheça a história de superação de Claudia Sousa, assistente social da LBV em Goiânia.

No Centro Comunitário de Assistência Social da LBV em Goiânia/GO, muitas são as histórias de superação, demonstrando que a compreensão e o Amor Fraterno são capazes de suplantar barreiras.

Egeziel Castro

A assistente social Claudia Sousa, que vivenciou preconceitos pela deficiência em um dos braços, sente-se lisonjeada por hoje estar na equipe da LBV e poder receber, com todo carinho, crianças com deficiência na unidade da Instituição em Goiânia/GO, a exemplo de Rayan Said.

Colaboradores e voluntários que ali atuam colocam em prática essa essência solidária em suas ações, a exemplo da assistente social Claudia Patrícia da Silva Sousa, que sente na própria pele a necessidade de contribuir para a melhora da realidade dos que procuram a Obra.

“Eu me sinto capacitada, lisonjeada e realizada por ter vencido muitos obstáculos na minha vida, porque, da mesma forma que as famílias nos procuram, a minha também buscou apoio no momento em que mais precisei. Quando eu nasci, tive paralisia cerebral, e isso me trouxe sequelas. Graças a Deus, foi apenas uma deficiência no meu membro superior direito, mas, mesmo assim, tive diversos desafios, porque é uma limitação, mas não me deixei abalar por ela”, conta.

Claudia recorda que, durante a infância, havia muitas falhas nas políticas de inclusão e que sofreu com o bullying no colégio. “Tinha muito preconceito, discriminação, e aquilo eu guardava para mim, chorava, ficava quietinha, mas sempre pensando: vou em frente, eu sou capaz... E hoje sou uma vencedora.”

A assistente social relembra que o primeiro emprego na Associação dos Deficientes Físicos do Estado de Goiás (Adfego), em 2003, foi importante para a sua trajetória, porque a maioria dos profissionais também era deficiente, “e aquilo me deu ainda mais força para lutar por meus direitos e pelos direitos das outras pessoas”.

Egeziel Castro

   

Há 14 anos trabalhando na LBV, ela diz que se surpreendeu ao iniciar suas atividades na Obra, pois, se já havia modificado seu olhar após a vivência acadêmica do Serviço Social,“a visão de mundo mudou, a minha vida e meu pensamento se transformaram ainda mais ao entrar na LBV, ao ver como a Instituição atua."

"Foi uma segunda faculdade para mim, com todo o suporte que a Legião da Boa Vontade proporciona para a equipe, com o apoio de supervisoras, que têm todo o amparo e conhecimento técnico e teórico para que os profissionais sejam assertivos, mostrem para todos os usuários os seus direitos”.

Esta entrevista foi publicada, originalmente, na revista BOA VONTADE nº 275, de setembro de 2022. Para ler outros conteúdos desta edição, clique aqui.

* Com colaboração de Egeziel Castro.