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A comunicação em sala de aula: despertando o interesse na arte de educar

Vivian R. Ferreira

Durante o evento, Nádia Conceição Lauriti, mestre em Linguística aplicada ao Ensino de Língua Portuguesa pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e professora orientadora do programa “Ler e Escrever", discursou sobre a arte da comunicação didática como uma estratégia ética para a construção de ambientes educativos.

 

Neste ano, o Congresso Internacional de Educação da LBV aborda o tema: "A Arte na arte de educar: uma visão além do intelecto". No evento, profissionais de várias áreas trazem diferentes abordagens sobre a importância do processo criativo em sala de aula.

 Quem contribui para o debate promovido é a professora Nádia Conceição Lauriti, mestre em Linguística aplicada ao Ensino de Língua Portuguesa pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, pedagoga, graduada em Letras e Jornalista.

Veja galeria de fotos do 11º Congresso de Educação, realizado em 2012.

Em sua palestra, aborda "a arte da comunicação didática, pedagógica, como uma estratégia ética e estética que favorece a construção de ambientes educativos, ambientes de aprendizagem que podem ser produtivos", como definiu em entrevista à Super Rede Boa Vontade de Comunicação(rádio, TV, internet e publicações), em entrevista ao programa Educação em Debate*.

Logo no início da palestra, com uma imagem, Lauriti convidou os presentes a refletirem sobre a importância do "educomunicador" — termo que trata do professor como profissional que lida com a inter-relação entre comunicar e educar — saber unir a razão e a emoção dos educandos.

Nesse contexto, ela destaca a proposta pedagógica do educador Paiva Netto, que propõe formar "Cérebro e Coração". "Eu concordo integralmente, mais ainda, visceralmente com a afirmação do educador José de Paiva Netto, quando defende que a educação vai muito além, muito além do intelecto. Eu penso que o cérebro não se satisfaz apenas com as sinapses que ele é capaz de produzir", destacou em entrevista à Super Rede Boa Vontade de Comunicação.

Para a educadora, atentar à comunicação em sala de aula é importante para criar experiências agradáveis aos educandos. Comunicação, aliás, que não é feita apenas pelas palavras, mas também por outras formas de comunicar, como a postura corporal global (CPG) do educador que, segundo dados apresentados pela professora mestre Nádia Lauriti, equivale à 55% do impacto comunicativo; o tom de voz, que equivale a 38% do impacto; o que faz com que apenas 7% desse impacto seja definido pela escolha das palavras.

A partir da vivência em sala de aula, os alunos tendem a ter mais interesse nos conteúdos apresentados em sala. Isso sem contar a importância da relação aluno-professor, que deve ser construída a cada dia: "Todo e qualquer ato educativo é um momento único, que não se repete, de construção artesanal de uma relação".

Vivian R. Ferreira

Lauriti convidou os presentes a refletirem sobre a importância do “educomunicador” — termo que trata o professor como profissional que lida com a inter-relação entre comunicação e educação — saber lidar com a razão e a emoção dos educandos.

Nesta relação, deve ser levada em conta uma construção interdisciplinar, como destaca a professora mestre: "Destruir barreiras e construir pontes em relação às disciplinas. Isso significa aprender trabalhar coletivamente, a unir nossos conteúdos em torno de projetos interdisciplinares e, principalmente destruir as barreiras que afastam as pessoas. (…) O segundo grande desafio é entender, aprender a trabalhar com a diversidade que está presente em todas as salas de aula".

Ciente dessa diversidade, é preciso que o professor trate o processo de ensino-aprendizagem, não como algo que deva homogeneizar as singularidades presentes, mas sim como um processo que deve atender às diferenças dos educandos ao transmitir o conteúdo. "Cada um vai aprender de uma forma diferente em uma velocidade diferente e que ele não é obrigado a se excluir dos ambientes educativos pela lógica auditivo-visual que a escola impõe a seus alunos, que aprendem de formas diferenciadas e que precisam ser respeitados", pontuou também em entrevista.

Nádia ainda destaca que cabe ao educador, de qualquer disciplina, "formar sensibilidades solidárias". Pois juntamente com a família, a escola deve "auxiliar o aluno a construir um projeto de vida, a construir um itinerário pessoal, a ter respeitadas as suas diferenças, a desenvolver cada vez mais a sua sensibilidade social". Caminho defendido pela palestrante para a construção de uma sociedade mais justa, onde todas as pessoas sejam respeitadas.

Por meio do Congresso Internacional de Educação da LBV, a Instituição suscita importantes debates sobre o educar de maneira mais Humana, que leve em consideração a formação de um ser espírito-biopsicossocial, desta forma enaltecendo a formação dos bons valores para a formação de uma cidadania ecumênica.

Participe! O Congresso Internacional de Educação da LBV acontece entre os dias 26 e 28 de junho, em São Paulo, SP. Fique por dentro no site e também pelo Facebook.

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* O programa Educação em Debate vai ao ar pela Boa Vontade TV (canal 23 da SKY), nos seguintes dias e horários: sexta-feira, às 16 horas; sábado, às 3h30 e às 11h30; domingo, às 13h30; terça-feira, às 16h; e quinta-feira às 21h30.