Ricardo Viveiros
Reproduzimos, a seguir, trecho de entrevista concedida pelo jornalista, escritor e professor Ricardo Viveiros, concedida à Boa Vontade TV. Na ocasião, ele registra sua admiração pelo trabalho realizado há 60 décadas pela LBV:
- Foto: Clayton Ferreira

“A Legião da Boa Vontade faz, desde a sua criação com Alziro Zarur
(1914-1979), um trabalho extremamente sério e responsável, que objetiva a Paz, a Solidariedade, a valorização e o respeito ao Ser Humano. A ONU não fez mais do que reconhecer a seriedade, a responsabilidade, a ação ética, de qualidade, que a LBV realiza. Isso é muito relevante para o Brasil, para o mundo, mas é mais importante para as crianças atendidas pela LBV, para os velhinhos, por todos nós que somos beneficiados.
“Outro dia saiu um assunto, entre os amigos, sobre a Legião da Boa Vontade e eu comentei que sou uma pessoa cuidada e beneficiada pela LBV. As pessoas acharam isso estranho, começaram a se olhar, questionando:
“Como é isso? Você foi menino carente, estudou na Legião?” Eu disse que não; sou uma pessoa de berço, bem-sucedida, mas, diariamente, a cada segundo, sou beneficiado quando ela cuida de uma criança pobre e a transforma em cidadão. (...) Por isso, o rico, o político famoso e o empresário exitoso são também grandes beneficiados pela Legião da Boa Vontade. Ao salvar vidas, respeitar os direitos, dar qualidade de vida, oportunidade ao malsucedido, a LBV não só promove a igualdade social, como também tira um problema da sociedade, resgatando e protegendo-a. Um menino que poderia ser bandido se torna um cidadão honesto e cresce bem-sucedido por causa do trabalho da LBV. (...) Há histórias assim dentro da Legião, de pessoas que foram alunos e hoje são grandes empresários e dão emprego, ajudando e promovendo a Paz, o respeito, a dignidade, a ética. Quem se beneficia do trabalho da LBV é a sociedade, o povo brasileiro, porque está melhorando a vida das pessoas e impedindo que elas caminhem na direção errada.
Contato com a LBV desde as origens“Eu era menino, trabalhei com ele em algumas emissoras no Rio de Janeiro, como a Rádio Mundial, a Vera Cruz, a Nacional, rádios pelas quais passei no início da minha carreira de repórter. Eu me lembro da figura dele diante do microfone. Recordo-me dele fazendo a
Ave, Maria!, às seis da tarde. O Rio de Janeiro parava para rezar com ele. E um grande mérito da Legião da Boa Vontade, que não tem envolvimento político, econômico, é o de ser uma instituição que de fato trabalha pelo social.
Pioneirismo e Reconhecimento na ONU
“Outra coisa: essa história hoje de responsabilidade social etc., o Alziro Zarur fazia isso muitos anos atrás e, agora, o Paiva Netto, sucedendo-o, mantém vivo o espírito, carrega a bandeira de Zarur, continua a fazer, e bem-feito. Por isso, a ONU reconheceu a LBV, deu esse
status a ela, e nós, brasileiros, temos de ter orgulho. Tem gente que diz:
“A LBV é uma religião”. Não é, ou:
“A LBV é um movimento político”, não.
“Filosófico e tal”, também não. É tudo isso, mas é muito mais: trata-se de um movimento pela Paz, pela Solidariedade, pelo respeito à pessoa humana. O único interesse dela é a vida, e a vida com qualidade, com
Fraternidade, valores que há muito tempo vivemos lembrando que existem e as pessoas não querem praticar. Esse é o grande mérito da Legião da Boa Vontade. Estou muito à vontade para dar esse depoimento: por ser um cidadão que não pertence a partido político, a religião, vejo, exatamente, o propósito da Legião, o serviço importante que faz. Daí, o reconhecimento internacional; uma pena
ser maior do que o nacional. O povo brasileiro tem obrigação de ver a LBV com mais respeito do que os organismos internacionais, e eles vêem com a clareza do desenvolvimento, da maior cultura, instrução, que infelizmente ainda não alcançamos, estamos lutando, progredindo nesse sentido. É como alguns artistas brasileiros, músicos e escritores que fazem mais sucesso lá fora do que aqui, lamentavelmente.
Saudação ao dirigente da LBV“É... (
chega às lágrimas). Estou falando para você, Paiva Netto, e para todos os que estão assistindo à TV Boa Vontade. A pessoa que tem de agradecer alguma coisa sou eu. Grato pelo carinho, pela gentileza, bondade, generosidade. E digo ao Paiva Netto: Continue! É difícil, mas continue! (
emociona-se novamente). Muito obrigado”.